Feiras industriais são estratégicas

Para o marketing das indústrias do setor de transformação as feiras de negócios têm um papel fundamental.

Para os fabricantes de máquinas e equipamentos, além de fundamentais, as feiras são estratégicas na medida em que proporcionam o contato direto com os atuais clientes e, especialmente, com novos compradores potenciais, garantem ampla repercussão no lançamento de novos produtos e serviços, possibilitam acompanhar a concorrência e permitem às empresas avaliar as tendências do mercado.

De todas as ferramentas de comunicação, as feiras, pelo seu caráter único de mídia presencial, são imprescindíveis para o business do nosso setor. Assim tem sido por séculos nos principais países industrializados do mundo.

É eloquente o exemplo da Feira de Frankfurt, talvez a única organização do mundo que atua há mais de mil e duzentos anos e nada indica que vá interromper a sua trajetória de sucesso.

Não se pode dissociar esse fato da pujança e do altíssimo grau de competitividade industrial da Alemanha, que, ao longo desses anos, transformou-se no maior mercado de feiras do mundo. No Brasil, como se sabe, as feiras tiveram início da década 50, por iniciativa e visão do saudoso Caio de Alcântara Machado. As suas feiras contaram com o imprescindível apoio das indústrias brasileiras, inicialmente no setor têxtil e, logo em seguida, envolvendo praticamente todos os segmentos industriais.

Podemos afirmar que os fabricantes brasileiros de bens de capital mecânicos foram os que mais se beneficiaram das feiras de negócios, uma vez que as máquinas estão presentes em todo e qualquer evento focado no processo de transformação industrial.

Diferentemente do que ocorreu nas principais economias industrializadas da Europa e nos Estados Unidos, aqui no Brasil as feiras técnicas e de negócios tiveram seu início, como dissemos, pelas mãos de um organizador profissional.

Lá, ao contrário, praticamente todas as feiras são promovidas pelas entidades que representam as indústrias expositoras. Por uma questão básica: dada à importância das feiras, cabe a elas, em nome dos seus associados, ditar os rumos, o perfil, o formato e as diretrizes dos principais eventos de negócios do seu setor.

Não há duvida que nenhum organizador, por melhor que seja, tem mais legitimidade que as entidades representativas da indústria para identificar as prioridades, as necessidades específicas e as expectativas dos seus associados com relação às suas próprias feiras.

Os mais de 7.500 fabricantes de máquinas e equipamentos brasileiros, reunidos e representados pelo Sistema na Abimaq, têm consciência deate fato.

A experiência da Agrishow, a maior feira de tecnologia e negócios realizada na América Latina direcionada para o produtor rural, nos é muito cara. O sucesso por ela alcançado, não por coincidência, deve-se ao fato da sua realização estar perfeitamente afinada com os objetivos comerciais, políticos e institucionais dos seus expositores, os reais proprietários do evento.

Dessa forma, vemos com muita naturalidade que, cada vez mais, instituições brasileiras representativas de variados segmentos da indústria estejam assumindo a realização das suas principais feiras.

Nós, por exemplo, acabamos de lançar três feiras, e acreditamos que esse seja um passo à frente na evolução do mercado de grandes eventos de negócios no nosso país.

Nenhum organizador tem mais legitimidade que as entidades representativas da indústria para identificar as prioridades, as necessidades específicas e as expectativas dos seus associados quanto às suas próprias feiras

Carlos Pastoriza é presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira de Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) 

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